Pará e Guiana Francesa avançam em tratativas para acordo de cooperação

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Agenda foca em integração econômica, sustentabilidade e fortalecimento do Programa Interreg de Cooperação Amazônica

BELÉM (PA) – O Governo do Pará e a Coletividade Territorial da Guiana Francesa (CTG) abriram negociações para firmar um acordo de cooperação voltado ao desenvolvimento sustentável e à integração regional. O encontro ocorreu entre o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme), Paulo Bengtson, e o representante da CTG, Christian Haridas.

O diálogo buscou identificar eixos prioritários de colaboração, com base no Programa Interreg de Cooperação Amazônica (PCIA), iniciativa financiada pela União Europeia que articula projetos entre Guiana Francesa, Suriname, Guiana e os estados brasileiros do Pará, Amapá e Amazonas.

Eixos estratégicos

Segundo Bengtson, a parceria é essencial para ampliar o diálogo entre setores e consolidar iniciativas conjuntas capazes de gerar desenvolvimento econômico sustentável, aliado à preservação ambiental. “Trata-se de criar oportunidades e consolidar ações estratégicas em benefício dos povos amazônicos”, afirmou.

Haridas destacou que a Guiana Francesa, como região ultraperiférica da União Europeia localizada no coração da Amazônia, compartilha com o Pará desafios ambientais, sociais e econômicos que podem ser transformados em oportunidades. Ele propôs a realização de workshops online para conectar portadores de projetos dos dois territórios e ampliar o acesso a financiamentos europeus.

Programa Interreg

Coordenado pela CTG, o Programa Interreg de Cooperação Amazônica (PCIA) tem como objetivo promover integração transfronteiriça e soluções inovadoras para problemas comuns. Os eixos de atuação incluem gestão de riscos, economia circular, preservação da biodiversidade, além da melhoria dos serviços de saúde e educação.

As iniciativas são financiadas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER-CTE), priorizando ações de impacto direto na qualidade de vida das populações amazônicas e no fortalecimento da cooperação internacional na região.

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