Ibovespa bate 155 mil pontos pela 1ª vez em 14ª alta seguida; Dólar recua em dia de alívio nos EUA e início da COP30
Bolsa brasileira atinge novo recorde histórico impulsionada pela expectativa de fim do shutdown americano; BC brasileiro é destaque em meio à agenda de ativos virtuais

BELÉM (PA) O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (10) com um marco histórico, fechando pela primeira vez acima dos 155 mil pontos. O índice da bolsa brasileira registrou alta de 0,77%, alcançando 155.257,31 pontos, no que marca a 14ª sessão consecutiva de ganhos. A última vez que o Ibovespa registrou uma sequência tão longa de altas foi em 1994.
A euforia no mercado foi amplamente impulsionada pela expectativa de que o shutdown (paralisação) do governo dos Estados Unidos, que se estende por 40 dias, esteja perto do fim. No domingo (9), o Senado americano avançou em uma medida para financiar o governo até 30 de janeiro.
Em reflexo do alívio global, o dólar à vista fechou em queda de 0,51%, cotado a R$ 5,3076 na venda. A possibilidade de reabertura do governo americano pesou sobre a moeda em relação a divisas de países emergentes, como o real.
Perspectivas e Destaques do Mercado
- Análise Técnica: Apesar da forte tendência de alta, analistas do BB Investimentos apontaram que o Ibovespa precisa romper o patamar de 154,5 mil pontos para manter sua trajetória. O índice de força relativa (que superou os 80 pontos) sugere que uma realização técnica é um cenário “razoável” após a valorização intensa.
- Projeções Brasileiras: O Boletim Focus manteve as projeções de mercado para o câmbio e juros, com a mediana do dólar em R$ 5,41 para o fim de 2025 e a Selic projetada em 15%.
- Atenção do BC: As atenções do mercado se voltaram para o Banco Central (BC) do Brasil, que realizou uma coletiva de imprensa sobre a regulamentação de ativos virtuais no país.
Destaque em Belém: Início da COP30
Enquanto o mercado financeiro celebrava os recordes, as atenções globais se voltavam para Belém, onde a COP30 iniciou oficialmente. Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou a abertura do evento com um forte apelo, afirmando que é o momento de “impor nova derrota aos negacionistas” da crise climática.
