Consumo de TV tradicional ainda é forte no Brasil, com Norte e Centro-Oeste em destaque

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Pesquisa revela que 46% das classes A, B e C assistem sempre ou frequentemente à TV “tradicional”, desafiando a hegemonia do streaming

BELÉM (PA) – Uma nova pesquisa da Nexus aponta que a televisão tradicional (aberta e fechada) ainda mantém forte relevância no Brasil. O estudo, que ouviu 1.000 pessoas das classes A, B e C, mostra que 46% dos entrevistados assistem a esse tipo de conteúdo sempre ou frequentemente.

A pesquisa desafia a narrativa de que o streaming “mataria” a TV tradicional. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que os dados mostram uma complementaridade. “A TV tradicional, com sua programação linear e a experiência de assistir em família na sala, ainda mantém uma forte relevância cultural para metade dos brasileiros das classes A, B e C. O streaming não é um inimigo, mas sim uma camada adicional de conteúdo”, destaca.


Norte se destaca no consumo

O estudo traz dados interessantes sobre o perfil do público. O consumo de TV tradicional aumenta com a idade: 61% dos baby boomers (61 a 79 anos) assistem sempre ou frequentemente, enquanto esse índice é de 38% entre a Geração Z (13 a 28 anos).

Entre os que assistem sempre à TV tradicional, destacam-se os moradores do Norte e Centro-Oeste do país, com 36% das respostas. Esse percentual também é alto entre pessoas com ensino fundamental completo (40%) e entre a classe C (37%).


Streaming impulsiona a TV tradicional

Contrariando a percepção comum, 35% dos entrevistados afirmam que o consumo de TV tradicional aumentou ou aumentou muito depois da assinatura de algum serviço de streaming. Apenas 5% disseram ter parado de assistir à TV “tradicional”.

Apesar do aumento no consumo da TV “tradicional”, 69% dos entrevistados assistem a mais filmes e séries nas plataformas digitais do que na televisão tradicional. A pesquisa mostra que 58% consomem “muito mais streaming” do que TV tradicional, o que reforça que os dois modelos de consumo coexistem.


Metodologia da pesquisa

A pesquisa ouviu, entre 14 e 20 de julho de 2025, 1.000 pessoas das classes A, B e C, com idade a partir de 16 anos, em todas as 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

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