Governador da Califórnia ataca Trump na COP30: “Ele quer trazer de volta o século XIX”
Gavin Newsom, em painel de líderes subnacionais dos EUA, critica ausência do governo federal na conferência e chama de “abominação” a falta de representação da Casa Branca

BELÉM-(PA) -A oposição política a Donald Trump ganhou um palco global na COP30, em Belém. Em um evento que destacou a liderança climática de atores subnacionais americanos, o Governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), proferiu duras críticas ao governo federal dos EUA pela ausência de uma delegação oficial na conferência.
Nota do AIB: A importância do encontro foi sublinhada pelo perfil da audiência. O Amazônia International Business (AIB) foi o único veículo de comunicação brasileiro presente no painel, testemunhando em primeira mão o embate político entre a oposição e a administração Trump.
O painel, intitulado America’s Climate Leadership in Action, foi realizado pela iniciativa America Is All In no Business Pavilion do We Mean Business Coalition e reuniu figuras políticas de peso, como Newsom, a Governadora Michelle Lujan Grisham (New Mexico) e os prefeitos Gavin Buckley (Annapolis) e Van Johnson (Savannah). O objetivo do encontro era justamente mostrar que o compromisso americano com a ação climática transcende a política federal.
“Trump é temporário”
Em sua fala, a mais aguardada do evento, o Governador Gavin Newsom elevou o tom da crítica:
“Trump quer trazer de volta o século XIX”
O governador da Califórnia acusou Trump de praticar “bullying e ameaças contra os países” e de tentar “vandalizar o progresso” na agenda climática global. Newsom afirmou que não será cúmplice dessas “atrocidades” e defendeu que o ambiente atual exige políticas e condições diferentes. Ele finalizou sua intervenção com uma declaração contundente de esperança na mudança política: “Trump é temporário.”
Após o painel, em entrevista coletiva, Newsom reiterou seu descontentamento com a ausência de representantes da Casa Branca na COP30. Ele classificou a falta de presença oficial como uma “abominação e uma desgraça”, reforçando a visão de que a inação federal dos EUA é um obstáculo para o progresso climático.
A presença de governadores e prefeitos dos EUA em Belém buscou sublinhar a credibilidade e o impacto da ação climática a nível local, apresentando-se como parceiros globais mesmo sem o apoio formal da administração federal.
