Exclusivo: Belém-Buenos Aires pode ser o próximo voo internacional da Amazônia?
O Ministro do Turismo Celso Sabino revela exclusivamente ao AIB que negociações com cias aéreas da América Latina buscam consolidar a capital paraense como hub aéreo internacional e cita a ampliação da Avianca e do novo Aeroporto como legado da COP30

BELÉM (PA) – A projeção internacional da Amazônia e de Belém como sede da COP30 está impulsionando a abertura de novas rotas aéreas, especialmente para a América do Sul. Em entrevista exclusiva ao Amazônia International Business (AIB) durante a Cúpula de Líderes da COP30, o Ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou que o Ministério está em negociação com companhias aéreas argentinas para viabilizar um voo direto Belém-Buenos Aires, quando questionado sobre essa possibilidade.
O questionamento do AIB sobre a viabilidade da rota, citando a homologação da expansão da Aerolíneas Argentinas no Brasil e a carência de voos entre o Norte e países como Argentina, Chile e Uruguai, foi respondido com a confirmação de que o diálogo com companhias argentinas está em curso.
A confirmação do Ministro fortalece a expectativa de que a capital paraense se consolide como um hub aéreo para a América do Sul, indo além das seis rotas internacionais já existentes (Miami, Fort Lauderdale, Lisboa, Caiena, Paramaribo e Bogotá).
Avianca e Caribe em Foco
O Ministro Celso Sabino detalhou que as conversas para aumentar a conectividade de Belém são amplas e diversificadas:
- Avianca (Colômbia): O Ministro citou que as conversas para a rota Belém-Bogotá são as mais acentuadas e que o Ministério trabalha para o aumento de frequências e consolidação da rota.
- Caribe: Sabino também mencionou que há negociações expressivas com companhias aéreas do Caribe, mas optou por não citar nomes “por questões comerciais”.

Novo Aeroporto: O Principal Legado
Ao ser questionado sobre qual seria o principal legado do pós-COP30 para Belém, o Ministro Sabino destacou, sem hesitar, o Novo Aeroporto Internacional de Belém. Ele enfatizou que a expansão do terminal “mais que dobrou em capacidade”, qualificando a infraestrutura da capital para receber o fluxo crescente de turistas e negócios internacionais nos próximos anos.
A busca ativa por novas rotas, como Belém-Buenos Aires, alinha-se à visão do Ministério de capitalizar a visibilidade da COP30 e transformar a infraestrutura legada em um ativo duradouro para o turismo e a economia da Amazônia.
